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COMO EU CAPTEI MAIS DE 500 MIL REAIS EM UM ANO!

Olá, Flávio Nardelli aqui. Tudo bem contigo? Com certeza você já me conhece por conta de todo o material que produzimos em nossas redes, mas caso não me conheça, eu sou o fundador da Arte em Curso e criador do método Viver de Arte, um guia para que artistas possam alcançar o sonho de viver da própria arte. 

E bom, hoje decidi fazer algo diferente. Vocês devem estar acostumados a vários macetes e dicas aqui no blog da Arte em Curso falando sobre tudo e mais um pouco da Lei Rouanet e outras leis de incentivo, que auxiliam na execução de ideias de vários artistas Brasil afora. 

Mas eu parei para pensar esses dias e percebi que tão importante quanto entregar um conteúdo de qualidade, comprovado com inúmeros artistas satisfeitos que conseguiram aprovar seus projetos, com certeza é um exemplo próximo. Porque falar é fácil, mas fazer é outra história… 

Por isso decidi vim contar a minha história: a história de como eu consegui captar 500 MIL REAIS em apenas 1 ANO de esforço. Irei contar os vários contatos que reuni, estratégias de abordagem, técnicas de captação e dicas que eu mesmo apliquei in real life que podem funcionar com qualquer projeto cultural e/ou artista! 

Separa a pipoca e vem comigo, porque você vai curtir esse feito da minha vida. 

Ah, mas antes, só uma observação para você que ainda está com uma pulga atrás da orelha: independente da sua área de atuação artística, essas técnicas e dicas que irei exemplificar se aplicam no seu projeto também, pois serão inúmeros recursos para montar o seu plano de captação!  

Até mesmo porque, irei abordar vários e vários tipos de eventos, indo do carnaval ao cinema, e passando também pela música. Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa! 

Companhia da Comédia – Meu primeiro projeto captado 

Para poder contextualizar, primeiro eu preciso falar sobre mim, porque essa história já tem um tempinho. Bom, sou apaixonado por vários ramos da arte, seja cinema, fotografia, música, teatro, comédia e muitas outras. Porém, dessas todas eu iniciei de fato com a comédia, e muito novo ainda, queria aumentar o público dos espetáculos do meu grupo, pois apresentações sem plateia são bem tristes.

Para atrair público é necessário investir, para investir é preciso capital, e pensando nisso vi a oportunidade da lei de incentivo à cultura, que para alguém novo, sem experiência e sem nenhuma fama local, era o método perfeito para eu e meus amigos poderem conseguir dinheiro para realizar nossos espetáculos. 

Montamos o projeto para a Lei Rouanet em meados de 2005 – eu com apenas 19 anos – e conseguimos captar o patrocínio com a Brasal, que é uma distribuidora da Coca-Cola aqui em Brasília. E o mais engraçado olhando para trás, é que eles me patrocinaram mesmo eu apresentando o projeto em um arquivo de Word, coisa que a experiência durante todos esses anos me ensinou que não é efetivo. 

Inclusive, eu já falei no canal da Arte em Curso no YouTube sobre como montar uma apresentação de patrocínio irresistível, passando bem longe do arquivo de Word! Então, caso ainda não tenha visto, dê uma olhada porque vale muito a pena. 

Mas voltando à história, eu devo essa conquista à Lei Rouanet, pois eu só consegui esse patrocínio por conta dela. Ela quebrou a primeira objeção que havia na avaliação da empresa, que era o medo de perder dinheiro. Como não há esse risco com a lei de incentivo, já que usa-se dinheiro de imposto que já teria de ser pago, isso abriu margem para que eles acreditassem no meu projeto, mesmo não havendo ninguém famoso no grupo e tendo apenas 1 ano de vida.

Porém isso aconteceu há 15 anos, e agora as coisas mudaram. Não que tenha piorado, a lei de incentivo à cultura ainda é o caminho mais eficaz para se executar um projeto cultural. Só que hoje em dia eu me especializei. Fiz cursos, participei de conferências sobre patrocínios e aprendi técnicas e métodos mais efetivos, e isso que quero te mostrar aqui, para que a captação de patrocínio seja feita da melhor maneira possível. 

Aprenda a falar a língua das empresas

As leis de incentivo à cultura são um mecanismo de contribuição mútua onde ambos os lados estarão sendo beneficiados de alguma forma, e por isso é um dos métodos mais eficazes que existem para que artistas de fato consigam viver de arte. E para conseguir isso é fundamental dominar dois pilares: entender como funciona a lei de incentivo e saber falar a língua das empresas. 

A lei de incentivo a cultura mais famosa e utilizada com certeza é a Lei Rouanet, e nós a destrinchamos em um outro artigo aqui do blog que eu recomendo veementemente a leitura, pois ela é fundamental para que você artista se aproxime cada vez mais do sonho de viver da sua arte. 

É muito comum que clientes e alunos que vêm ao meu encontro tenham esse receio quanto às reuniões de patrocínio, sendo motivo para que fiquem com medo ou inseguros. 

Isso acontece pois geralmente essas pessoas não sabem falar a língua das empresas, que nada mais é do que entender os objetivos que a marca tem e saber como um patrocínio para um projeto cultural pode ajudá-la a alcançar essas metas.

Se você quer que uma montadora de carros invista no seu projeto, ele deve de alguma forma contribuir para que a empresa venda mais carros, concorda comigo? E este deve ser um pensamento que deve te acompanhar por toda a escrita do material de apresentação do seu projeto, pois a abordagem deve ser feita com empresas que façam sentido com o que você pretende fazer, pois ela também pensará nesse sentido, de patrocinar apenas projetos que vão de encontro com os seus objetivos de mercado.

Mais de 500 mil utilizando o método viver de arte

Devidamente contextualizados, podemos agora realmente entrar no ponto que eu queria: como eu consegui captar mais de 500 mil reais para o meu projeto cultural. Mas dando um pequeno spoiler, é que eu consegui esse valor através também de editais de cultura. “Ah Flávio, mas você falou isso tudo de lei de incentivo e agora vai me falar que conseguiu captar através de edital?”. Sei que você está pensando isso, mas calma.

Eu quero mostrar que não existe uma única forma de se alcançar o sonho de viver de arte, o importante mesmo é estar sempre pronto para qualquer oportunidade que aparecer, seja por meio de lei de incentivo, seja por meio de edital cultural.

E quero falar um pouco mais sobre esse assunto, pois eu fiz um curso de como escrever projetos ganhadores de editais culturais com a Naiara Lima, que inclusive é aluna minha do curso Viver de Arte. E caso queira saber mais sobre editais, eu e ela tivemos um bate papo muito legal que você pode acompanhar pelo Arte em Cast, nosso programa de podcasts.

Eu tinha a preferência somente por lei de incentivo e a Naiara por editais, e acabamos fazendo essa troca de conhecimento que alavancou bastante as minhas possibilidades de captação, pois se feito da maneira correta, as chances de se conseguir o apoio são enormes.

Agora vou falar para vocês um resumo dos projetos nas quais eu consegui as captações de patrocínio que me levaram ao montante de mais de 500 mil reais em um ano, seja por meio de leis de incentivo a cultura, seja por meio de editais culturais também.

Primeiramente, escrevi junto com o meu sócio George um projeto de um CD para a minha banda chamada Apráticos, onde eu necessitava de 40 mil reais para que conseguisse viabilizar isso, que conquistei via edital da FAC (Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal), muito graças ao curso que fiz junto a Naiara.

Voltando para a Lei Rouanet, eu captei para um projeto chamado Super Tela que baseava-se basicamente em um evento de exibição cinematográfica, onde a empresa Wiz viabilizou a execução do projeto com 250 mil reais.

 

Já no festival Mattos Filho foi um combo, pois no mesmo evento foi relacionado tanto um show musical quanto uma exposição fotográfica também. Nesses projetos eu captei 75 mil reais e 50 mil reais, respectivamente. Ambos através da Lei Rouanet.

Antes de continuar, um pequeno bônus: essas empresas que incentivaram esses projetos, TODAS estão em processo de renovação e/ou patrocinaram outros projetos meus, pois é muito mais fácil as marcas optarem por proponentes que elas já conhecem e têm confiança. Por isso, quando conseguirem um patrocinador, continuem se dedicando ao máximo, pois isso pode garantir novos patrocínios.

Da mesma forma os editais. Mesmo que você não consiga, eles sempre enviam a relação de notas atingidas, o que ajuda e muito para que se avalie os pontos que errou e onde pode melhorar, tendo ainda mais chances nas próximas participações.

Continuando com os projetos captados, tive também em mãos o festival MOVA, que foi um evento multiartístico onde consegui captar quase 49 mil reais através da Lei Rouanet, e a empresa que incentivou este projeto foi a Bancorbrás.

Esse festival teve um fator interessante, já que nele eu consegui captar mais com pessoas físicas do que com pessoas jurídicas! Foram 75 mil reais distribuídos entre vinte e seis pessoas que apoiaram este projeto cultural, o que prova que é possível sim ir atrás desse tipo de fonte e o quão é importante ter uma rede de contatos e amigos que possam vir a ser incentivadores da cultura.

Uma das vantagens de se captar via pessoa física é que neste caso você não precisa saber a língua das empresas, afinal de contas estará conversando com um amigo. E da mesma forma que existe os benefícios para empresas que incentivam a cultura, também existe para pessoas físicas. De qualquer forma todo mundo sai ganhando. 

E se você quer saber mais sobre como captar via pessoa física, veja esse passo a passo que eu gravei alguns meses atrás falando justamente como captar patrocínio via Lei Rouanet através de pessoas físicas, ou seja, que não são empresas. Tenho certeza que será muito útil para você!

E para encerrar, apesar de já termos batido os 500 mil reais, a Arte em Curso possui um bloco de carnaval chamado Mamata Difícil, onde foi captado 30 mil reais via FAC também.

Resumo da ópera

Bom, fazendo um resumão aqui do que eu quis passar para você é que existem várias formas de se obter a verba para executar o seu projeto, basta você saber os atalhos para que isso seja possível.

Esses atalhos são dados gratuitamente todos os dias nos canais de comunicação da Arte em Curso, e é um prazer imenso poder compartilhar tudo o que eu aprendi em mais de 15 anos de carreira tanto como artista como captador de patrocínio.

Eu fui um artista que tive um sonho de viver de arte, que é o que eu alcancei muito graças às leis de incentivo, e por ter chegado aqui eu me sinto na obrigação de ajudar outros artistas a também conseguirem viver de arte, e este é o meu propósito atual.

Espero que esse meu relato tenha ajudado você de alguma forma, e peço encarecidamente que você compartilhe esse artigo com algum amigo artista que também precise de um empurrãozinho para conseguir viver de arte, e tenho certeza que este e outros conteúdo que entregamos aqui na Arte em Curso irá contribuir com isso.

Abraços!

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