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O outro lado da bancada: o que quer o patrocinador?

Acompanhando as redes sociais da Arte em Curso, eu acabei percebendo que quando o assunto é captação de patrocínio, os comentários fervilham com dúvidas e questões. 

Então hoje eu decidi falar para vocês sobre algo que dificilmente você irá encontrar por aí, que é o outro lado da moeda. Ou seja, o que pensa um patrocinador na hora de escolher um projeto cultural? Quais são os principais fatores que são levados em consideração?

Podendo ver esse outro lado, fica mais fácil saber o que fazer com o próprio projeto, como adaptá-lo para que ele atinja tanto o seu próprio objetivo como o da empresa também. E isso só foi possível pois consegui entrevistar a Gislaine Hollembach, que era a pessoa responsável pela escolha e avaliação dos projetos culturais que poderiam ser patrocinados pela Claro!

Eu vou explicar nesse artigo todos os insights que eu tive a partir da conversa com ela, mas se você quiser acompanhar ainda mais de perto essa conversa que eu tive com ela, basta ver o nosso vídeo no canal do YouTube da Arte em Curso onde eu a entrevisto.

Mas antes de seguirmos com o conteúdo, creio que ainda mais importante do que relatar experiências minhas, são os dos alunos do curso Viver de Arte. Por isso lancei um projeto onde vários deles irão conversar em live comigo sobre como conseguiram captar recursos para os seus projetos culturais. Então acesse esse link e veja como um deles conseguiu captar 180 mil reais!

E se você quer aprender a como captar de 100 mil até 1 milhão de reais, eu vou ensinar a como fazer isso em 4 aulas totalmente gratuitas e online. Clique no link e se inscreva!

O primeiro ato: percepção de marca!

A Giselle me falou uma coisa na entrevista, que mudou o meu entendimento do que é patrocínio: marketing não é uma guerra preço, produto ou venda: marketing é uma guerra por percepção. 

Quando a Claro estava com uma reputação baixa em goiânia, com o público falando mal da marca, reclamando que o sinal era ruim, o suporte era péssimo, o preço absurdo, a Claro começou a investir pesado na região. Com os patrocínios culturais, em 2 anos, o chamado Brand Love, cresceu e a percepção em relação à marca melhorou muito. Consequentemente, as vendas explodiram. 

Empresas que estão em sintonia com a evolução da publicidade focam suas ações em como o seu público alvo irá perceber a marca, e não necessariamente com o produto em que ela oferta.

Isso há alguns anos era inimaginável, porém hoje é quase uma exigência que o mercado tenha uma relação cada vez mais humana com as pessoas, e não tem criação mais humana do que a arte. 

Por isso ela é tão importante nesse processo de conversa com o público, que com o marketing cultural essa conversa acaba ficando cada vez mais pessoal, e o resultado disso são os cases que vemos por aí, que é o caso da Netflix e do NuBank por exemplo, que carregam uma legião de fãs graças às estratégias que aplicaram ao longo dos anos.

Eu falo sobre percepção de marca em uma live com compilados de várias dúvidas, e dicas também, sobre reunião de patrocínio. Assim que terminar de ler esse artigo, assista lá porque vale muito a pena!

Segundo ato: como se destacar em uma multidão de projetos!

O seu projeto estará no meio de outros 500. Então, como chamar a atenção nesse mar de concorrência? O principal fator é ter objetivos em seu projeto que condizem com os da empresa. Isso chama a atenção.

Porém, isso deve ser feito cara a cara. O e-mail serve muito mais para agendar uma reunião com o possível patrocinador do que para qualquer outra coisa. Tenha domínio do seu projeto, leve uma apresentação caprichada e alinhe o seu pensamento com os da empresa. Saiba ouvir e esteja aberto a adaptações.

Quanto mais profissional e alinhado com os objetivos da empresa, mais ela irá prestar atenção em seu projeto e maiores serão as chances de você conseguir o patrocínio.

Além disso, para a reunião de patrocínio, dê prioridade a si mesmo na apresentação, no sentido de ser você a pessoa com quem irá falar com as empresas, pois o seu domínio do projeto e brilho nos olhos fazem uma diferença gigante. Eu falo sobre isso em um vídeo que gravei há um tempo atrás, e recomendo que você assista pra ter uma noção maior do que quero dizer.

Terceiro ato: o que evitar em um projeto cultural

Saber o que fazer é tão importante quanto saber o que não fazer, e isso é fundamental para que se ganhe pontos com o seu possível patrocinador. Além do básico, que é ter atenção dobrada com o português, além da coerência e coesão do texto, é necessário fazer uma apresentação fluída, detalhando todo o projeto.

Blocos e mais blocos de texto, além de serem cansativos, são pouco intuitivos para quem o está lendo. Por isso é extremamente importante que exista um capricho visual bastante profissional para com a apresentação do projeto.

Eu falo algumas dicas de como fazer uma apresentação irresistível de captação de patrocínio, e se você quer ser um dos projetos que se destacam em meio aos outros, eu recomendo bastante esse conteúdo.

Outro ponto que é importante ter atenção é com a falta de informação. Saiba tudo sobre a empresa que você quer que patrocine o seu projeto. Realmente estude sobre ela e tenha domínio, mostre que você está preparado. Além disso ser extremamente interessante para a própria empresa na reunião, já ajuda também a você saber quais pontos conversam entre ela e o seu projeto, e como ambos irão se ajudar.

Último ato: profissionalismo é a palavra chave

Resumindo: tendo seguido todos os processos que envolvem a parte burocrática do projeto de forma correta, a criatividade, a clareza e o profissionalismo são os principais aspectos para quem quer se dar bem na captação de patrocínio. Seguindo essas dicas e outras mais que eu sempre dou aqui nas nossas redes, com certeza você estará dando passos largos em direção ao sonho de viver de arte!

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