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Aprenda a captar com pessoa física através da Lei Rouanet

Aprenda a captar com pessoa física através da Lei Rouanet

Quem acompanha o nosso conteúdo já sabe que eu sempre falo para você atirar para todos os lados quando se trata de captação de recursos: captação via empresas, leis de incentivo, editais, crowd funding. 

Além dessas opções, você sabia que pessoas físicas conseguem patrocinar o seu projeto através da Lei Rouanet? Isso mesmo, seus amigos, parentes podem te patrocinar! Hoje irei te mostrar como e porque fazer isso. Em outro artigo do blog, conto como captei mais de 75 mil reais somente dessa forma. É super possível, e com as dicas certas você pode ter muito sucesso usando essa forma de incentivo! Vamos lá?

Primeiramente, você deve saber que nem toda pessoa física pode te fornecer esse tipo de patrocínio. Para se tornar elegível para a Lei Rouanet, a pessoa deve fazer a declaração do imposto de renda pelo método completo, pois assim ela pode doar até 6% do valor total pago de imposto de renda, e receber abatimento de 100% do valor doado. Um site legal e prático para fazer esse cálculo é o IR do Bem – lá você também pode tirar todas as suas dúvidas em relação ao abatimento fiscal e consegue, inclusive, cadastrar o seu projeto para que outras pessoas o incentivem. 

Outra coisa importante é buscar na sua própria rede de contatos, ligar pra todo mundo pra descobrir quem declara IR pelo modelo completo. Se a pessoa for funcionária pública, você consegue inclusive descobrir quanto ela paga de IR pelos portais de transparência de cada órgão público. 

Se a pessoa for sua parente, ela não pode patrocinar projeto em seu nome. Nesse caso, se você tiver mais gente idealizando o projeto, coloque no nome da pessoa que tem menos parentes pra apoiar, pois o seu parente pode apoiar um projeto em que você participe e esteja inscrito em nome de outra pessoa. 

Primordial é ter uma comunicação clara com esses contatos, para que o possível incentivador entenda que ele não terá gasto algum com o seu projeto, apenas irá redirecionar os seus impostos para o fomento da cultura. Mesmo na captação de pessoas físicas, o design da apresentação de patrocínio é importante.

Um dos prós desse tipo de captação é que a conversa torna-se mais fácil, por serem conhecidos com quem você provavelmente já teve um contato prévio. Entretanto, você precisará de um bom número de pessoas para que o valor torne-se mais expressivo. 

Além disso, é essencial que você monte uma apresentação mostrando todo o seu projeto, com uma estética legal e contrapartidas que vão fazer o proponente se interessar ainda mais, como ingressos grátis, traslado para o evento, cursos… vai da sua criatividade e o que você sentir que se encaixa no contexto. Não é porque são conhecidos que você não irá caprichar como se fosse uma marca grande, hein? 

Um argumento pra convencer o seu prospecto é o da cidadania: ao invés de reclamar do governo, ele pode decidir pra onde direcionar o próprio imposto. É uma maneira de ele próprio fazer a diferença na sociedade, investindo sua produção de riqueza em cultura.

Um outro ponto bem legal é que o incentivador pode ser restituído com a correção do investimento pela taxa SELIC, ou seja, é uma forma segura de investir – mais segura e rentável, inclusive, do que o Tesouro Direto, porque a restituição vem corrigida e não incide imposto sobre o que foi valorizado. 

Vamos recapitular? 

  1. Nem toda PF consegue patrocinar – a declaração do IR deve ser pelo método completo;
  2. Vasculhe sua própria rede de contatos pra saber quem declara IR pelo modelo completo; Se for funcionáris pública, você pode descobrir quanto a pessoa paga de IR nos portais da transparência de cada órgão.
  3. Tente a captação com o máximo de pessoas que conseguir;
  4. Tenha boas contrapartidas e uma apresentação que vai convencer o incentivador (temos vários artigos sobre isso!);
  5. O incentivo funciona como um investimento mais seguro e vantajoso que o Testouro Direto. Use isso como argumento pra convencer o patrocinador.
  6. Use também argumento da cidadania: ao invés de reclamar do governo, a pessoa tem o poder de decidir pra onde vai parte do próprio imposto.

Com essas dicas, espero que você consiga captar para seus projetos e, se seguir esses passos, mande um feedback para a gente! Adoramos ouvir as histórias de vocês. Em uma live no YouTube também contei como fazer esse processo, caso você queira ver, o link é esse aqui.

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