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Como elaborar um projeto cultural? Confira 7 segredos!

Confira 7 segredos para elaborar um projeto cultural!

Para que ganhe vida, o projeto cultural tem que ser elaborado corretamente. É somente ao dar atenção a certos pontos que haverá a chance de conseguir a aprovação nas leis de incentivo, por exemplo.

É importante notar que esse cuidado não se relaciona com a captação de recursos. Elaborar um bom projeto, nessa etapa, não corresponde à conquista do apoio de empresas ou de pessoas físicas. O suporte é a fase seguinte e, portanto, tudo depende de uma boa elaboração.

Quer saber como acertar na criação do projeto? Continue a leitura e veja 7 dicas imperdíveis!

1. Conheça as obrigações da lei de incentivo

Se o objetivo principal é conseguir a aprovação de captação pela lei de incentivo, é essencial entender as obrigatoriedades previstas. A Lei Rouanet, por exemplo, tem regras diferentes da Lei do Audiovisual. No caso da legislação estadual, como a ProAc SP, existem ainda mais diferenças. Então, o ideal é verificar o que está previsto em cada uma delas.

Essa atenção permite respeitar orientações pontuais e aumenta as chances de conquistar a aprovação desejada. Em geral, as leis apresentam sites e informações específicas, os quais determinam o que deve estar presente e como elaborar a proposta da melhor maneira.

2. Comece pelo orçamento

O orçamento é um dos elementos mais importantes para o projeto. Ele deve estar ligado a todos os elementos seguintes, como a ficha técnica e o cronograma. Então, para garantir que tudo seja criado do jeito certo, o melhor é esboçar primeiramente o orçamento.

Essa proposta tem que estar equiparada à solicitação referente à captação. Imagine, por exemplo, que você deseja captar R$ 2 milhões pela Lei Rouanet. No orçamento, é necessário detalhar como o dinheiro será gasto. Se a conta não fechar, talvez o projeto seja recusado.

Então, o ideal é pontuar todos os gastos e investimentos exigidos. Pense em elementos como:

  • aluguel do espaço de realização;
  • contratação e treinamento de mão de obra;
  • contratação dos artistas;
  • pagamento de times de apoio, como a segurança;
  • contratação de serviços de divulgação e assim por diante.

Na hora de apresentar os custos unitários de certos elementos, não se esqueça de verificar o preço de mercado. Estipular valores muito abaixo ou acima da média indica a falta de razoabilidade. O recomendado é fazer uma boa pesquisa para acertar.

Para completar, pense no tamanho do projeto. Uma captação de R$ 2 milhões pode ser adequada para um festival que atrai 10 mil pessoas, por exemplo. Mas se somente 500 indivíduos participarão, talvez o orçamento não faça sentido, certo? Portanto, não deixe de alinhar esses aspectos.

Ao final, os valores deverão bater com a prestação de contas para que tudo seja aprovado. Desse jeito, cuidar dessa parte desde o começo é essencial para não ter problemas no futuro.

3. Elabore e alinhe a ficha técnica

Com a ideia dos custos em mãos, é o momento de dar início à ficha técnica do projeto cultural. Ela reúne as principais informações sobre os responsáveis e sobre o próprio objeto cultural.

Nessa fase, é preciso descrever todos os artistas e grupos participantes, com um breve resumo de seus currículos. Também é necessário apontar os cargos de cada pessoa, como direção artística ou coordenador de realização. Isso define as responsabilidades de forma clara e aumenta as chances de a execução acontecer dentro do previsto.

Na parte da obra, é preciso elaborar uma sinopse e fazer a identificação das especificações técnicas. Apresente os produtos culturais de forma clara e completa, como os assuntos tratados e os objetivos.

4. Estipule medidas de democratização de acesso

Não basta apenas estabelecer o corpo técnico do projeto cultural. Também é preciso determinar as medidas de democratização de acesso e de acessibilidade em geral.

É o que acontece ao definir como idosos poderão chegar ao local ou como pessoas com deficiência visual serão integradas ao projeto. A ideia é permitir que todos possam aproveitar a realização, o que eleva o nível de responsabilidade social.

No caso da Lei Rouanet, de forma específica, também é preciso pensar nos meios de democratizar o acesso. Isso significa planejar a distribuição de ingressos gratuitos e a cobrança de valores populares. Essas são as chamadas contrapartidas sociais e são obrigatórias, já que a cultura também tem um papel de gerar efeitos positivos na sociedade.

Em muitos cenários, ainda é recomendado definir ações de redução de impacto ambiental. Até os eventos realizados em locais fechados trazem a possibilidade de diminuir as consequências no meio ambiente. Medidas do tipo geram um cenário positivo para o projeto.

5. Crie o cronograma completo

Depois de passar pela parte técnica, é o momento de elaborar o cronograma. Essa fase é crucial para a aprovação e deve estipular, em média, qual será o tempo de duração do projeto cultural.

O ideal é dividir a realização cultural em três partes:

  • pré-produção;
  • produção ou execução;
  • divulgação e administração.

A recomendação é apresentar o que cada etapa contempla e em quanto tempo tudo será feito. No entanto, determinar datas definitivas não é adequado, já que tudo pode mudar. O melhor é estabelecer uma previsão de duração para aumentar as chances de receber a aprovação.

O cronograma deve estar alinhado à ficha técnica e ao orçamento. Se há um número reduzido de artistas e funcionários, não dá para esperar que tudo seja feito em tempo recorde, por exemplo. A viabilidade é essencial e tem que ser considerada.

6. Pense no plano de distribuição

Como o seu projeto cultural alcançará as pessoas? A resposta para essa pergunta faz parte do aspecto final da elaboração do projeto. Nesse momento, avalie onde será feito o evento ou se ele é itinerante. Especifique a cidade ou os municípios de forma adequada, com um roteiro completo, se for o caso.

Em seguida, identifique como acontecerá a distribuição de produtos culturais ou ingressos. Se a ideia é produzir um livro, por exemplo, defina se todos serão distribuídos de graça ou vendidos. Na segunda possibilidade, estabeleça a cota de gratuidade, o montante que sairá a preços populares e o restante que será cobrado de acordo com os valores do proponente.

No caso de shows, festivais e realizações com ingressos, especifique se houver mais de um tipo de produto (como ingressos de pista e de camarote, por exemplo). A receita gerada não deve ficar acima do orçamento do projeto.

7. Conte com ajuda especializada

Elaborar um projeto cultural que seja aprovado para as leis de incentivo pode ser desafiador. Dependendo do tamanho da realização ou das especificidades da legislação, o processo pode consumir muito tempo e esforços. Ao final, tudo vale a pena porque, na sequência, a captação será favorecida.

No entanto, é possível facilitar essa etapa. Ao receber o apoio de um time especialista no assunto, você conseguirá elaborar a proposta de uma forma muito mais efetiva e menos trabalhosa.

A contratação de uma assessoria de projetos faz toda a diferença nesse momento. Com as devidas orientações, ficará simples cumprir tudo o que é solicitado e receber a tão desejada resposta positiva.

Utilizando essas dicas, elaborar o projeto cultural será menos complexo. Assim, as chances de conseguir a aprovação e captar incentivos tornam-se maiores.

Se quiser facilitar ainda mais o processo, entre em contato com a Arte em Curso e descubra como podemos ajudá-lo!