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Contrapartida social em projeto cultural: o que é e como oferecê-la?

Contrapartida social em projeto cultural: o que é e como oferecê-la?

 

As contrapartidas são uma espécie de “recompensa” ou garantia. Elas são oferecidas em troca de algo, como o apoio que é dado a um projeto cultural. Quando são bem definidas, ajudam a aumentar a atratividade e as chances de sucesso da sua realização. Além disso, as contrapartidas sociais são exigidas por um sem número de editais e leis de incentivo, além de ser muito bem visto pelas empresas patrocinadoras! Portanto, é essencial entender como funciona a contrapartida social em projeto cultural.

Esse retorno faz bem para toda a sociedade e garante efeitos intangíveis para o produtor. Ter o cuidado certo para defini-la, portanto, é fundamental nessa etapa e para alcançar o sucesso com a realização. Mas você pode estar se perguntando: “como tudo isso pode ser feito?”.

Pensando nisso, preparamos este post para que você entenda melhor a existência desses retornos sociais e aprenda a escolhê-los! Vamos lá?

Afinal, o que são as contrapartidas sociais?

Como você já viu, a contrapartida é uma garantia ou uma recompensa para quem oferece apoio. No caso das contrapartidas sociais, elas são voltadas para gerar um impacto positivo na sociedade.

Em alguns projetos culturais, a própria realização já é a contrapartida social. Em muitos outros, entretanto, precisa ser bem definida.

Basicamente, representa o efeito positivo na sociedade que a sua proposta pode trazer. Quanto maior ela for, melhor é a capacidade que o seu projeto tem de dar origem a boas transformações sociais.

Para que serve a contrapartida social em projeto cultural?

Antes mesmo de escolher quais são as contrapartidas, é essencial entender a sua importância. Não se trata de mera formalidade, mas, sim, de um ingrediente incrível para o sucesso. Quer ver? Então, continue a leitura e conheça a sua relevância!

Aprovação pelas leis de incentivo

O projeto cultural, na verdade, é aquele criado para conseguir a aprovação. Ao recorrer à Lei Rouanet, por exemplo, é preciso apresentar objetivos, orçamento e cronograma.

Em várias situações, é necessário tratar das contrapartidas sociais — ou seja: o que a sua realização oferecerá à sociedade em troca da aprovação para captação de recursos? Dar a resposta correta é, portanto, um jeito de conquistar a chancela do órgão avaliador.

Ampliação do interesse das empresas

A hora de captar os recursos das instituições privadas é o momento de apresentar o projeto de patrocínio. É nele em que estão as contrapartidas como naming rights, product placement e geração de conteúdo para as redes sociais.

Além dessas, as contrapartidas sociais também se destacam, pois as empresas têm se preocupado cada vez mais com a Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Como desejam transmitir uma imagem responsável, oferecer bons impactos sociais é um argumento extra.

Ao demonstrar como a sociedade é beneficiada com a realização do projeto, fica fácil expressar o valor do patrocínio e como a empresa também pode obter vantagens. Assim, todos saem ganhando!

Satisfação pessoal

Quem disse que a contrapartida social em projeto cultural não beneficia o proponente? Ao incluir esse elemento na sua proposta, você tem a certeza de que o seu evento fará a diferença no mundo e tocará a vida das pessoas.

Essa sensação gera uma satisfação pessoal incrível, de realização como artista e como cidadão — e isso não tem preço. É como adicionar uma cereja ao topo do bolo, pois a sua satisfação ao final será grande.

Quais ações podem ser oferecidas?

Agora que você já conhece a importância da contrapartida social, está na hora de colocar a mão na massa. Ao conhecer as principais ações, dá para escolher as alternativas mais interessantes para obter os benefícios. Em seguida, veja os exemplos de destaque!

Oferta gratuita de ingressos e/ou tiragem

Uma das possibilidades mais conhecidas está ligada à gratuidade. É interessante estabelecer uma porcentagem mínima para a distribuição de ingressos e/ou de exemplares do produto cultural. Se o projeto prevê a realização de um evento, é preciso oferecer entradas gratuitas e com desconto. Já se a ideia é criar um livro, alguns exemplares devem ser distribuídos.

Para garantir esse cumprimento, inclusive, a Lei Rouanet tem elementos obrigatórios. O valor médio dos ingressos não deve ultrapassar R$ 150,00, 30% das entradas têm que ser gratuitas e 20% têm que custar até R$ 50,00. Assim, há um acesso facilitado a pessoas com menos renda.

Promoção de acessibilidade para deficientes e idosos

A inclusão social também pode fazer parte das medidas adotadas para o projeto. Nesse caso, vale a pena dar atenção à participação de pessoas com deficiência física, bem como quem já está na terceira idade.

Oferecer condições de acessibilidade para cadeirantes e áreas especiais de descanso para idosos são ótimos exemplos para garantir um impacto positivo na comunidade e em toda a sociedade. Para chegar lá, que tal se inspirar no Rock In Rio, que adotou medidas voltadas para a mobilidade para cadeirantes?

Realizações voltadas para comunidades carentes

Também é válido dar atenção para a população das comunidades carentes. Um evento de teatro pode executar oficinas, aulas ou apresentações em áreas periféricas, por exemplo. Já uma proposta de leitura tem a chance de levar livros e personagens para crianças de comunidades carentes.

A intenção dessa contrapartida é aumentar a integração e permitir que um número maior de pessoas possam se divertir e explorar todo o potencial do mercado cultural. Um bom exemplo é o Programa Voluntários, criado em 2001 pela Faber-Castell. Ele apoia negócios que ajudam crianças, idosos, dependentes químicos e instituições públicas.

Realização de atividades paralelas abertas ao público

Para eventos que possuem a entrada paga, uma boa oportunidade é executar atividades paralelas e gratuitas em espaços diversificados. Uma exposição de artes, por exemplo, pode assumir um caráter itinerante e exibir algumas obras em bibliotecas municipais e áreas públicas.

Ainda é possível realizar ensaios de dança, música ou teatro, além de fazer apresentações extras e solidárias. Tudo isso ajuda a aumentar o alcance, a troca de experiências e o impacto da ação.

Quais são os cuidados necessários para a definição?

É preciso tomar cuidado com a escolha da contrapartida social em projeto cultural. Em primeiro lugar, é indispensável que a alternativa seja viável. Por isso, fique de olho no orçamento e no cronograma para ter a certeza de que tudo pode, sim, transformar-se em realidade.

Opte, também, por alternativas que tenham a ver com a sua ideia. Pense com carinho no impacto que você deseja causar e, só então, escolha a contrapartida adequada. Se for usar uma lei de incentivo, verifique se o edital exige uma ou mais ações específicas. Lembre-se de que, assim, a sua aprovação é simplificada!

E para tornar o processo mais acertado e facilitado, é interessante ter o apoio de uma assessoria para projetos culturais, já que esse tipo de empresa dispõe da capacitação e do conhecimento necessários e pode orientar sobre quais são as melhores escolhas.

Como você pôde ver, a contrapartida social em projeto cultural é fundamental para ser aprovada nas leis de incentivo, atrair empresas e até para a sua satisfação. Ao usar essas dicas, vai ser mais simples obter os efeitos certos rumo ao sucesso!

Já que o apoio da assessoria é tão importante, entre em contato com a Arte em Curso e veja como podemos ajudá-lo nessa missão!